Douro e Minho no Caminho de Torres a Santiago de Compostela

À semelhança da Estrada Nacional 2, também os Caminhos de Santiago têm vindo a ganhar cada vez mais adeptos. A pensar nisso, e de forma a dar mais segurança aos peregrinos, foi feita uma intervenção no Caminho de Torres, que cruza “caminhos ancestrais” de Portugal e Espanha, serpenteando entre cidades Património Mundial da UNESCO e a região do Alto Douro Vinhateir

Esta rota até Santiago de Compostela percorre 567km, ligando Salamanca a Santiago de Compostela, pelas regiões do Douro e Minho até entrar em Espanha, em Tui.

Contrariamente ao mais conhecido Caminho Português de Santiago, esta rota de Torres deixa o Douro em Amarante e entra no Minho em Guimarães, passando por Braga, Vila Verde, Ponte de Lima, Paredes de Coura e Valença.

O Caminho de Torres adota o nome do seu mais célebre peregrino, o escritor salmantino Diego de Torres Villarroel. Quem se aventura por estes quase 600 km de trajeto enfrenta subidas íngremes e longas jornadas solitárias, mas também passa por centros urbanos inesperados, trechos deslumbrantes de paisagem e tem contacto com um património surpreendente.

“É um percurso de grande beleza com 567 quilómetros que homenageia o espanhol Diego de Torres, professor catedrático de Salamanca que esteve exilado em Portugal e idealizou este percurso no ano de 1737”, contou o presidente da CIM Douro, Carlos Silva Carvalho.

Este percurso tem uma duração média de 24 dias de peregrinação. O itinerário seguido por Torres é conhecido a partir dos lugares onde pernoitou, ou acerca dos quais deixou memória escrita. Por estradas difíceis e mal pavimentadas, o poeta salientou a severidade do itinerário, a rudeza das gentes e a desolação da paisagem.

“O Caminho de Torres é um exemplo nacional de cooperação entre regiões, pois surge de uma candidatura conjunta de cinco comunidades intermunicipais (CIM): do Tâmega e Sousa, do Alto Minho, do Ave, do Cávado e do Douro, com um montante de investimento superior a um milhão de euros”, explicou o presidente.

O Caminho de Torres junta-se agora aos Caminhos de Santiago já existentes em Portugal: o Caminho do Norte, o da Costa, o do Interior e o Central Português

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