Ponte de Lima inaugura Centro de Interpretação da Mesa dos 4 Abades

Instalado num edifício de arquitetura tradicional, o Centro de Interpretação da Mesa dos 4 Abades é o ponto de partida para a descoberta das aldeias de Bárrio, Cepões, Calheiros e Vilar do Monte.

A iniciativa tem como objetivos proteger, salvaguardar e gerir o património local, valorizando-o e divulgando-o, de forma a perpetuá-lo no tempo, e envolver a população local na divulgação e consequente preservação dos seus saberes tradicionais. 

Tem ainda como objetivos melhorar e apoiar um conjunto de infraestruturas e equipamentos ligados aos caminhos pedestres e BTT/downhill e qualificar e certificar aquela área como património natural e cultural.

“Este centro de interpretação será uma porta aberta para todo este território que tem um enorme conjunto de valores patrimoniais. O que temos feito aqui é eternizar esse património”, refere o Presidente do Município de Ponte de Lima, Vítor Mendes. 

A Mesa dos Quatro Abades faz parte da história da Idade Média, rezando a tradição oral que há muito tempo sairia de cada paróquia a imagem de S. Sebastião em procissão, reunindo-se todos num local com uma mesa de pedra a pedir-lhe proteção.

No entanto não se pode afirmar que a Mesa dos Quatro Abades derive deste encontro. Existe “uma outra história”, que dá conta de que no local onde está aquela mesa, confluência das quatro freguesias, se juntavam os abades de cada uma delas e se sentavam cada um no banco de pedra dentro do território correspondente. Aí discutiriam os problemas das suas paróquias, podendo os paroquianos participar nas discussões, havendo também partilha de farnéis.

A tradição foi recuperada nos anos noventa do século XX, substituindo-se os intervenientes abades pelos presidentes das juntas de freguesia, sendo também “obrigatória” a presença do presidente da Câmara e eram debatidos assuntos do interesse daquelas freguesias.

Este é um projeto de coesão social e territorial de quatro freguesias de Ponte de Lima que está associado a um investimento público de cerca de meio milhão de euros.

“Este Centro Interpretativo vai de acordo com a estratégia do Turismo Porto e Norte, que é a de fixar turistas nestes destinos mais afastados da porta de entrada, que é o Porto. O Minho tem crescido bastante pela constante criação de conteúdos e experiências que atraem uma grande fatia de turistas.”, explica Luís Pedro Martins, Presidente da Entidade Regional Turismo Porto e Norte.

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